ARTE PARA QUÊ? Ep.09 – CLEMENTE
O que faz uma manifestação artística sobreviver por décadas, atravessar gerações e continuar relevante? A resposta passa pela trajetória de Clemente Tadeu Nascimento, um dos nomes mais importantes da história do punk brasileiro e convidado do nono episódio da série Arte Pra Quê?, do Lugarzinho.
Fundador da banda Inocentes, integrante da Plebe Rude, presidente da ABMIN (Associação Brasileira dos Músicos Independentes) e uma das principais vozes da cena independente no país, Clemente revisita sua trajetória e reflete sobre o papel da arte como instrumento de transformação social, identidade e resistência.

Ao longo da entrevista – que você confere AQUI ou no final dessa matéria –, ele relembra o nascimento do movimento punk em São Paulo, no fim dos anos 1970 e início dos anos 1980, um período em que jovens da periferia encontraram na música uma forma de expressar suas angústias, questionar desigualdades e criar uma identidade própria. Décadas depois, muitas dessas inquietações continuam atuais.

Rock também é política cultural
Um dos temas centrais da entrevista é o PLL 622/2025, projeto que cria o Programa Municipal de Fomento ao Rock na cidade de São Paulo. Clemente explica por que considera a proposta importante para fortalecer a produção musical independente, ampliar oportunidades para artistas e reconhecer o rock como parte do patrimônio cultural paulistano.
Na conversa, ele também comenta o veto ao projeto e a mobilização de músicos e produtores culturais para que a proposta volte à pauta. Para o artista, investir no rock significa investir na diversidade cultural da cidade, criando condições para que novas bandas possam surgir e ocupar espaços.

“Arte Pra Quê?”
Ao receber Clemente, a série Arte Pra Quê? reforça seu propósito de mostrar como diferentes manifestações artísticas ajudam a explicar quem somos, como pensamos e de que maneira nos relacionamos com o mundo.
Mais do que falar sobre discos, shows e carreira, a entrevista revela um artista que segue acreditando na força da cultura como ferramenta de transformação coletiva — uma convicção que acompanha Clemente desde os primeiros acordes até sua defesa dos músicos independentes.
Quase meio século depois, o punk continua tendo muito a dizer!







Rosa2148
Parabéns pelo artigo. Adorei!!