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“Todo mundo gosta de churros”. Assim, o Sr. Antonio Farré Martinez resume parte da razão do sucesso de sua Casa do Churro. Mas só uma parte.

Ele é o filho caçula da família Farré, que imigrou inteira da Espanha para o Brasil em 1954 para fazer história. Uma história que começa nos próprios anos 50, quando, para aumentar a renda da família, Antonio e seus pais começaram a vender doces em parques e grandes eventos de São Paulo. E como por aqui havia uma razoável fartura de maçãs vindas da Argentina, D. Consuelo, mãe de Antonio, criou um doce com a fruta envolvida em uma calda vermelha cristalizada, que logo chamou a atenção e caiu no gosto do público.

Com o sucesso, era preciso batizar o doce, e a família convocou uma reunião para escolher o nome: maçã caramelada, doce cristalizado… O debate seguiu noite adentro, até que o Sr. José Maria, o pai dos meninos, se cansou e decretou: “Põe logo ‘Maçã do Amor’ e vamos dormir!” E, por esse mesmo nome (até patenteado, para quem duvidar), o fruto é hoje conhecido praticamente no mundo inteiro.

Mesmo com o sucesso da Maçã do Amor, a renda ainda não era suficiente para fazer o negócio crescer. E a família resolveu então apresentar aos brasileiros o churro em roda.

O churro é um doce tradicional espanhol, consumido diariamente no desjejum, normalmente acompanhado de café com leite ou chocolate espesso. Ele é feito com massa a base de farinha de trigo e água, em formato cilíndrico e frito em óleo vegetal. Seu preparo é feito com uma ferramenta na qual a massa fica armazenada e depois prensada através de um dispositivo de pressão semelhante a uma manivela, que lhe confere o aspecto estriado com um canal central.

Sendo o churro um alimento de origem espanhola, ele é muito comum nos países latino-americanos, como o México e a Argentina. Porém, tanto nestes países quanto na Espanha, ele é consumido sem recheio. E é aí que começa a segunda parte da história da família Farré.

Empenhada na venda de seu novo produto, a família do Sr. Antonio montou, em 1974, a primeira Casa do Churro, localizada na avenida São João, no centro de Sampa. Daí, surgiu o convite, vindo do também espanhol Sr. Ramon, gerente das Lojas Brasileiras, para que o churro fosse vendido na porta da loja, na Rua Direita. O churro em roda passou a ser vendido em pedaços, como todos o conhecem, e logo se tornou um sucesso.

Foi nesta ocasião que surgiu entre os irmãos a ideia de rechear o churro com algum tipo de doce, como uma alternativa para o cliente. E com ela, a criação da engenhoca com o tubinho que derrama o recheio dentro do churro.

O sucesso do primeiro churro recheado do mundo, feito com doce de leite, foi tão grande que logo em seguida surgiram outros recheios e outros formatos. O produto passou a ser vendido em parques e grandes eventos como a Fenit e a UD, e a família Farré chegou a vender até 6 mil churros por dia!

Como em qualquer novo mercado, a concorrência surgiu, cresceu e tornou as vendas menos compensadoras. Mas como ninguém deixou de gostar de churros, o comércio da família apenas se mudou do centro. Primeiro, em 1992, para a garagem da casa da família e depois, em 2001, para o local onde se encontra até hoje.

Quem for visitar a Casa do Churro vai encontrar um local simples, com ares de sorveteria de interior, instalado com mesinhas de plástico em uma rua escondida no Tatuapé. Encontrará também várias opções de churro de roda, que segue sendo a estrela da casa. Entre elas os churros de chocolate, Romeu e Julieta ou doce de leite. Descobrirá que existem churros salgados, como os de mussarela com tomate seco, os de frango e os de bacalhau. E se surpreenderá ao saber que existe churro diet – não porque o objetivo seja engordar menos, já que caloria é um assunto proibido no local, mas porque há clientes diabéticos!

E conhecerá, sobretudo, um lugar simples e incrivelmente tranquilo, visitado por famílias e jovens, em sua maioria da região, que fazem dali uma extensão de suas casas. Para eles, o Sr. Antônio, sua esposa Zonelia e seu filho Leandro já fazem parte de suas vidas há tanto tempo, que é como se fossem da família, ou como se sempre tivessem estado ali. Como no interior. Como nos velhos tempos.

Endereço & Contato

Endereço:

R. Rodrigues Barbosa, 232

GPS:

-23.553805, -46.571375

Telefone:
E-mail:

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Web:

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