Por Pedro Schiavon

A Cachoeira do Chá é a principal atração turística de Tapiraí, pequena cidade na região de Sorocaba. Mas não é a única.

Com 87% de seu território em área da Mata Atlântica, o município aparece em 3º lugar no ranking de preservação paulista – atrás apenas de Ilhabela e Ubatuba – e é considerado pela UNESCO uma “Reserva da Biosfera”, cheia de trilhas e com quase 20 cachoeiras. A mais famosa delas, a do Chá, tem fácil acesso e é uma das mais belas do estado.

O caminho começa em Tapiraí (para quem vai de São Paulo, o acesso é pela rodovia Fernão Dias até Piedade e depois pela SP-079, ali chamada de Tenente Celestino Américo), a 135 km da capital.

Dali, segue-se a avenida Presidente Castelo Branco (continuação da SP-079) em direção a Juquiá, no Vale do Ribeira, até o Bairro do Chá, assim chamado por ter abrigado grandes fazendas de chá, hoje substituídas, em sua maioria, pelo gengibre. A região toda é muito bonita e a estrada segue uma pequena serra, cheia de curvas e com uma natureza já bastante exuberante.

O acesso à cachoeira se dá pelo km 164,5 da SP-079, onde começa uma estrada de terra de aproximadamente três quilômetros. Atenção neste pedaço, pois mesmo sendo a única entrada neste trecho de estrada, não há placa indicativa.

No final desta estradinha há lugar para estacionar o carro na própria estrada ou no estacionamento de um pequeno boteco, para quem preferir. É ali que começa a trilha de cerca de um quilometro, esta sim bem sinalizada e sem qualquer dificuldade, bem fácil de ser percorrida por qualquer pessoa.

A caminhada segue o Rio das Corujas pelo meio da Mata Atlântica e já é, por si só, um passeio bem atraente, devido à grande diversidade da fauna e da flora da região. Como parte da boa sinalização da trilha, há placas de identificação em diversas árvores, possibilitando a todos conhecer jacarandás, perobas, palmeiras e jequitibás, além de uma infinidade de bromélias e plantas menores.

Os bichos exigem um pouco mais de silêncio e atenção, mas quem não tiver pressa de chegar poderá observar tatus, lagartos, araras e até pequenos macacos e capivaras.

A trilha conta também com pequenos atalhos, que geralmente levam a mirantes com belas paisagens. Mas cuidado: elas não são sinalizadas nem têm qualquer estrutura, podendo levar a pequenos precipícios ou mesmo a se perder do caminho. Evite-as!

O mais sensato, seguro e prazeroso a fazer é permanecer na trilha, que atravessa algumas vezes o refrescante e limpo Rio das Corujas, até chegar ao seu destino.

A Cachoeira do Chá é uma belíssima e imponente queda d’água com quase 30 metros de altura, da qual – mesmo com a força da água, que nos empurra de volta – é possível chegar perto o suficiente para uma ducha “de moer os ossos e lavar a alma”.

Ao redor da queda principal forma-se ainda uma grande piscina onde é possível nadar à vontade, apenas com as habituais cautelas exigidas em qualquer rio: cuidado para não escorregar nas pedras e para não seguir para o canto por onde segue a correnteza.

Vale aqui dar algumas dicas importantes sobre a região: Primeiro: a Mata Atlântica é uma região de floresta fechada, onde não se deve arriscar sair dos caminhos indicados, pois é fácil de se perder; Segundo: não convém ir com o tempo encoberto, pois quando chove forma muita lama no caminho; Terceiro: pelos mesmos motivos acima, é recomendável levar agasalho, pois pode esfriar rapidamente.

Por fim, saia cedo de casa e aproveite o dia. Quanto mais cedo, mais vazia deverá estar a cachoeira e mais tempo você terá para curtir o banho e desfrutar de nossa natureza.

 

Pedro Schiavon é editor do Lugarzinho

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Cachoeira do Chá

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-24.033902, -47.576754

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