Por Pedro Schiavon

De certo modo, as cervejas chamadas “artesanais” são quase sempre melhores do que as industrializadas. E aparentemente o motivo não está nas receitas especiais ou em ingredientes misteriosos, mas sim no fato de o dono da fábrica produzir a cerveja para ele mesmo beber.

Este parece ser o caso do Chopp do Fritz, produzido desde 1993 por Jörg Franz Schwabe, um alemão de Colônia, que carrega a imagem da cerveja dentro de si desde criança, quando passava diariamente em frente a uma cervejaria a caminho da escola.

Jörg veio criança para o Brasil e ainda jovem trabalhou em grandes cervejarias do país. Depois, voltou à Alemanha, onde diplomou-se mestre cervejeiro pela Teschnische Universität, de Berlim. De volta ao Brasil, retornou também às cervejarias até 1992, quando resolveu criar sua própria cerveja.

Em seu invejável processo de ir produzindo, provando e modificando, Schwabe foi aperfeiçoando sua cerveja à mesma medida em que os amigos iam se aglomerando em volta para ajudá-lo em tão árdua tarefa.

Deste modo, a produção teve que crescer até atingir a escala atual, quando abastece 5 bares próprios, em cidades diferentes: Monte Verde, Taubaté, São José dos Campos, Americana e Campinas, do qual falaremos aqui.

Não conheço a fábrica, que fica em Monte Verde, mas soube pela Vânia e pelo Gustavo, valentes desbravadores da Cia dos Botecos, que se trata de um lugar muito bonito e que oferece, além de um agradável bar, um passeio gratuito por dentro da fábrica.

A casa de Campinas lembra um pouco as tavernas alemãs, com madeira escura e rústica, paredes verdes e luzes discretas em quase todos os ambientes, mas ao mesmo tempo oferece um agradável quintal ao ar livre, bem providencial para o calor brasileiro.

O bar é comandado pelo simpatissíssimo Adrian, uruguaio de Montevidéu que está no Brasil há poucos anos. É ele quem recebe todos os clientes, coordena os garçons, apresenta o cardápio, conta detalhes da casa e, principalmente, explica os diferentes tipos de chopp aos recém-chegados.

O Fritz fabrica 5 chopps: o “Klar”, um chopp leve, tipo pilsen, de baixa fermentação e maturação; o “Natur”, um pilsen mais aprimorado, de baixa fermentação e maturação prolongada; o “Dunkel”, um chopp escuro; o “Weiss”, mais cremoso, feito de trigo; e o “Köelsch”, uma cerveja avermelhada de alta fermentação e maturação bem mais longa, que lhe garante um teor alcoólico de 6%.

Para acompanhar tudo isso, maravilhas germânicas que vão dos simples sanduíches ao eisbein completo – joelho de porco defumado com chucrute e salsichão. Há picanha na chapa, aves e peixes, mas a preferência geral é pelas porções, que vão da batata frita à tabua de frios, passando pelo tradicionalíssimo mix de salsichões ou pelos criativos bolinhos de queijo gorgonzola.

De quebra, a casa traz algumas surpresas, como um espaço reservado com uma grande mesa para churrascos de amigos no andar superior, ao ar livre, ou promoções como a noite do petisco, onde todos os petiscos consumidos podem ser repetidos gratuitamente em uma outra noite da semana.

Desde sempre, no Brasil ou na Alemanha, o chopp é sinônimo de alegria, de comemorações e de amizade. Não por acaso, nosso alemão radicado no Brasil parece estar a cada dia mais alegre, ter mais motivos para comemorar e ganhar cada vez mais amigos.

 

Pedro Schiavon é editor do Lugarzinho

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