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Quando eu tinha menos de um ano de idade eu morei na avenida Pompéia. É claro que eu não lembro de nada, mas alguma coisa deve ter ficado, porque tudo ali me traz uma agradável sensação de tranquilidade e aconchego.

Mas meus amigos dizem que isso não passa de frescura, pois eles nunca moraram nem perto da Pompéia e sentem exatamente a mesma coisa. Ou seja, o bairro é assim para todo mundo.

De um modo ou de outro, no meio de todos aqueles sobrados, das ruas de paralelepípedos e dos vizinhos que se conhecem, existe um lugarzinho ainda mais acolhedor que os outros: o Dita Cabrita.

O Dita Cabrita nasceu do sonho da Benedita, a Dita, de ter um lugar assim. O nome vem da lembrança da Dita, de uma brincadeira com a Benedita, que não era, nem tinha uma cabrita, mas queria ter.

O site da casa desenrola melhor esta história: quando criança, Benedita de Souza, conhecida como Dita, já ajudava seu pai no balcão de seu bar no Ipiranga. Um dos amigos que frequentavam a casa sempre brincava com ela, dizendo “Ei, Dita, vou te comprar uma cabrita”. A brincadeira se estendeu por anos e a cabrita não veio, mas ficou na cabeça da Dita.

Então, quando abriu seu bar na Pompéia, sua intenção primeira era fazer um lugar agradável, onde as pessoas pudessem comer e beber bem, mas sem frescuras. Um lugar tranquilo e arborizado, com jeito de quintal de casa, para receber os amigos, mas ainda com cara de São Paulo.

E conseguiu. Seu bar é, antes de tudo, um quintal. Só que, cercado de bambus, com coberturas discretas e delicadas, guarda-sóis, diversos móveis rústicos trazidos de minas, iluminação cuidadosamente feita com luzes indiretas e velas, várias bananeiras e uma grande jabuticabeira, é provavelmente o quintal mais charmoso do bairro.

As simpáticas mesas de madeira se espalham pelo meio das plantas, pela pequena edificação ao lado da entrada – que abriga uma agradável sala com sofás e outros móveis, além do banheiro – e pela a casinha dos fundos, que acolhe a cozinha e o controle da casa.

Como o público é bem variado, tendendo para as famílias, o cardápio é variadíssimo. Tem um pouco de tudo, desde pratos como a anchova ou a truta grelhada com amêndoas, até espetinhos como os de picanha, queijo coalho, abobrinha, kafta e muitos outros, passando por porções como a de mini-acarajés ou as batatas à milanesa com provolone e bacon, por chopes diferentes e por caipirinhas como a verde-amarela, que leva vodca, limão-rosa, lima-da-pérsia, kiwi e maracujá e a bananeira, com tangerina, gengibre, hortelã e cachaça com aroma de banana.

Contudo, parece que a estrela da casa é mesmo a porção de bolinhos que leva o nome da casa, feitos com massa de polenta, recheado com carne de cabrito e servido acompanhado de molho de hortelã.

Por fim, de tudo que foi dito ou redito sobre o Dita, o que eu não disse diretamente é porque não adianta dizer: é preciso ir até lá e ver ao vivo. O que você vai encontrar? Sem dúvida, uma lugar com jeito de casa de amigos, bom para papear e curtir a vida com alegria e tranquilidade. Um lugarzinho com a cara da Pompéia.

Endereço & Contato

Endereço:

R. Barão do Bananal, 961

GPS:

-23.532664, -46.687981

Telefone:
E-mail:

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Web:

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