Por Pedro Schiavon

“Yo, Pancho Villa, fui un hombre leal que el destino trajo al mundo para luchar por el bien de los pobres y que nunca traicionaré ni olvidaré mi deber”.

Este era Pancho Villa, revolucionário mexicano tão justamente homenageado por um agradável botequim da Vila Mariana que apresenta a cultura gastronômica do México em um lugar tranquilo e feliz, onde se come “muy bién y sín ostentación”.

Para começo de conversa, qualquer menção à expressão “Tex-Mex” – obviamente criada por algum americano – ali é ofensa grave. Na casa de Javier Valero você pode até se fartar de tacos, burritos, enchialadas, tostaditas, conchinitas e chiles, mas hay que se arriscar em aventuras “más calientes”.

Há alternativas tentadoras para quem se aventura, como o arroz mexicano (feito com batata, milho, caldo de frango e, claro, pimenta) ou o emblemático Mole Poblano (coxa e sobrecoxa de frango cobertas por molho superpicante de cacau e cinco pimentas, além de amendoim, nozes, semente de abóbora, canela, cravo, sal e açúcar). Tudo ao mesmo tempo doce, amargo e picante.

As duas receitas vêm dos astecas, responsáveis pelo menu à base de grãos, como milho e feijão. Mas a miscigenação faz parte da gastronomia do país, onde os indígenas trouxeram os pimentões; os espanhóis, o vinho, as carnes, os vegetais e as especiarias e, depois deles, tudo o que se aprendeu sobre frutos do mar e pescados.

E ainda sobremesas típicas, exóticas, ousadas e convidativas como o Papaya em Llamas, que traz pedaços de mamão e uma rodela de abacaxi grelhados com calda de laranja, flambados no tequila e servidos com sorvete de creme.

Mas se tem uma coisa que realmente diferencia o Don Pancho de todos os mexicanos da cidade é uma pequena prateleira, discretamente instalada num cantinho próximo ao bar, onde repousam mais de trinta tipos diferentes de tequila.

Hay que ter coragem, mas vale cada gota. Dá para sentir no sangue o espírito de Rivera, a paixão de Frida, os acordes de Santana e a fúria de Zapata, além de uma quentura danada difícil de explicar, “pero muy buena de sentir”!

A coisa vai dos tequilas bem conhecidos (“o” tequila, como bem ensina a Lourdes Hernándes), como o Souza e o José Cuervo até preciosidades o Milagro, o Don Julio Blanco e o Herradura Reposado. E para os mais bravos tem até Mezcal – um parente menos destilado do tequila – com verme ou escorpião dentro.

A nossotros, cabe homenagear Don Pancho e aproveitar cada gole. “Arriba! Abajo! Al centro! Y adentro!”

 

Pedro Schiavon é editor do Lugarzinho

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