Por Karina Del Monte Schiavon

A Tailândia fica em São Paulo. Para mim, fica. Pelo menos no que se refere ao quesito “culinária tailandesa”, decidi que posso protelar o banho de sol no sudeste asiático enquanto vou descobrindo, por aqui mesmo, sua riqueza de aromas, texturas, sabores e cores. Como fazemos lá no Namga.

Ritual para se apaixonar

Depois do que vimos e comemos, decidi repensar minha estratégia: em casa, a gente acrescenta um condimentozinho aqui, umas folhinhas acolá, e encerra o momento “restaurateur” achando que inovou, mas, como dizem os antigos, “qual o quê!”.

Vale muito a pena começar pelo começo, ou seja, por entradas como a Salmon Namtok, uma linda escultura à base de ceviche tailandês com salmão, flores e ervas; é provável que você se veja ansioso para provar e com certa pena de desmanchar a colorida obra, já supondo que os pratos seguintes serão igualmente belos, e serão mesmo…

Então, esqueça a culpa, veja e experimente a Som Tam, salada feita com mamão papaia verde e cenoura, com molho adocicado e picante de amendoim e limão, servida com um arroz chamado de glutinoso, tipo de arroz asiático que depois de cozido, tem seus grãos coladinhos uns nos outros e ele fica viscoso. Arroz, aliás, é fundamental à culinária tailandesa, inserido de diversas formas em grande parte das receitas. Sem me aprofundar em crítica gastronômica, tenho que dizer: a Som Tam é outra sensacional opção de entrada!

No principal, há pratos como o Khao Pad Bpu, uma combinação deliciosa de especiarias, arroz frito de siri com brócolis e limão. E já que mencionei a importância do arroz para a cozinha Thai, outra opção pode ser uma massa: talharim feito de arroz, com frango, vegetais e molho de soja, o Pad See Ew Gai, leve e cheio de sabor.

Tudo é parte de um verdadeiro e apaixonante ritual, com momentos bem marcados pela beleza dos pratos, o surpreendente resultado da mescla de variados condimentos e a forma como são servidos. Clima tranquilo, ambiente em que a gente se esquece do tempo e atendimento cordial… Difícil resistir!

Pimentas, raízes, frutas – tudo junto e misturado

Cerca de 45 lugares são distribuídos entre as mesas do aconchegante Namga, nascido a partir do grande sucesso de um serviço delivery de culinária tailandesa em Perdizes, o Tele Thai, do experiente chef Roni Kormis. Com suas criações, o menu paulistano ficou ainda mais completo e atraente.

A mistura de sabores das ervas aromáticas, molhos, legumes, frutas, sementes e raízes, tais como galanga, que é um gengibre tailandês, cardamomo, cominho e tamarindo, limões e pimentas de todas as cores, é presente na maioria dos pratos, que incluem também pastas de curry e outras à base de leite de coco, na verdade um creme de coco, mais espesso do que o leite de coco que normalmente compramos.

Molhos e coberturas também estão nas sobremesas: molho de caramelo tailandês, cobertura de tamarindo, calda de leite de coco, deliciosamente derramados sobre as frutas, que são a base de quase todas as sobremesas, no Namga e na Tailândia.

Presente da “Terra dos Sorrisos”

Além de ser a língua oficial, “Thai” é também a forma de se referir às coisas originárias desse país: se no Brasil dizemos “cultura brasileira”, lá se diz “cultura Thai”, por exemplo. Thai significa “livre”, “feliz” e “sorriso”, substantivo que, associado a “land” (terra), faz da Tailândia a Terra dos Sorrisos.

Talvez por isso a gente se sinta tão bem enquanto conversa e saboreia tantos pratos incríveis servidos no Namga!

Como disse logo no começo, vou demorar mais um pouquinho para conhecer esse país de clima tropical e pessoas que gostam de sorrir. Enquanto isso, aproveito para descobrir outras misturas mágicas deste adorável e criativo restaurante.

 

Karina Del Monte Schiavon é editora do Lugarzinho

 

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