Por Pedro Schiavon

Olha o pastel! Quem vai querer? Carne, queijo, pizza, calabresa, frango, bauru, quatro queijos, palmito, escarola e camarão! Olha o pastel!

Não, esse chamado tão típico das feiras livres nunca aconteceu. Não na barraca do pastel. Ela é a única barraca de qualquer uma das 900 feiras semanais da cidade que não precisa anunciar seu produto. Todo mundo o conhece. Todo mundo gosta.

Paulistano adora pastel de feira. Por isso já adotou o termo “pastel de feira” como sinônimo de um salgado simples mas especial, acessível, saboroso, com tamanho acima da média e bastante recheio.

Paulistano adora pastel de feira. Tanto que a cidade consome cerca de 9 milhões de pastéis por mês, divididos em uma variedade criativa que chega a envolver centenas de recheios diferentes.

Paulistano adora pastel de feira. A ponto de a prefeitura realizar um concurso anual, cercado de regras e expectativas, para eleger o melhor pastel de feira da cidade.

Esse concurso conta com o voto popular e com a análise de um júri formado por grandes chefs. Ele avalia, além da qualidade da massa e do recheio, detalhes como a higiene da barraca, o uniforme dos funcionários, o asseio na manipulação da comida, o ponto do óleo etc.

E foi exatamente este concurso que, em 2009, elegeu, entre 731 candidatos, o Pastel da Maria, como o melhor de São Paulo. E depois, mais prêmios nos anos seguintes..

Maria é Maria Kuniko Yonaha, japonesa que vive em São Paulo desde os 11 anos de idade, quando começou a trabalhar com pastéis na barraca de seus pais, da qual tornou-se dona nos anos 70. Por mais de quarenta anos veio aperfeiçoando cada detalhe de seu negócio, consagrado antes mesmo do concurso pelo público fiel que frequenta as feiras em Perdizes e Santana (às quartas), no Parque Novo Mundo (aos sábados), na Mooca (aos domingos) e no Pacaembu (terças e quintas).

Como é típico da cultura japonesa, Maria aproveitou o reconhecimento de seu trabalho para investir em mais trabalho. E montou, em parceria com sua filha Érika e o genro Marcos Matsumoto, uma pastelaria com ponto fixo, que fica em uma loja, e não numa barraca itinerante.

A novidade traz uma série de vantagens. As primeiras a chamar a atenção são o atendimento rápido e eficiente – comum nas feiras, mas não em lanchonetes – e a impecável limpeza do local – uma verdadeira obsessão dos funcionários, impossível de se conseguir nas ruas e tão incomum em outras pastelarias por aí.

É fácil observar os tais “pequenos detalhes que fazem uma enorme diferença” para outras casas do ramo, como a réplica da barraca da Maria, onde funciona a cozinha (com tudo preparado na frente dos clientes), a decoração com luminárias em vermelho e branco, a potente coifa que evita que a fumaça vá para o salão, os caprichados aventais dos atendentes, o diferente molho que leva salsinha como ingrediente principal, o conforto das mesinhas etc.

Há ainda outras duas vantagens, que são as que mais me chamam a atenção: Primeiro: o caldo de cana, que forma a dupla perfeita com o pastel, já está ali e, portanto, não é preciso ficar perambulando entre uma barraca e outra com um copo em uma mão e um pastel em outra. Segundo: o horário vai até à noitinha e só fecha no domingo, o que possibilita que você não tenha que escapar do serviço ou ter que acordar mais cedo no sábado para conseguir o seu pastel.

Pois é, não falei do pastel. E precisa? Se paulistano adora pastel de feira e o da Maria é o melhor pastel de feira de São Paulo, acho que ele dispensa maiores detalhes. Fique sabendo então que, além de todas as vantagens que falei, na loja ele é montado na hora e é um pouquinho mais “caprichado” que na feira. Precisa mais?

 

Pedro Schiavon é editor do Lugarzinho

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