Por Pedro Schiavon

Depois dos índios, vieram os piratas e os portugueses. Mas nos anos 60 vieram os hippies. E foram eles que tornaram a vila de Trindade, em Parati, o que ela é até hoje: um local de paz, amor, tranquilidade e respeito pela natureza.

Na verdade, até os anos 80 chegar à Trindade era uma loucura. A estradinha que sai da Rio-Santos, hoje asfaltada, era puro barro. E como se trata de uma altíssima montanha, com trechos bem íngremes, a chuva a transformava em um escorregador de lama tanto na subida quanto na descida. Não havia luz. Não havia água encanada. E no entanto todo mundo queria ir para lá. E quem ia não voltava nem dava mais notícias.

O fato é que, naqueles tempos ou hoje, quem chega a Trindade se depara com praias de areia muito branca e um mar incrivelmente verde e limpo, além de um vilarejo sempre animado e convidativo.

Ali você encontrará a Praia do Cepilho, a primeira e mais agitada da vila; a Praia Brava, com acesso por trilha; a Praia do Meio e a dos Ranchos, ambas com ondas mais fracas; e finalmente o Cachadaço.

A Praia do Cachadaço é uma longa faixa de areia branca e fina, com um mar que costuma estar bem agitado, mas cujo banho é delicioso, revigorante, daqueles que nos fazem repensar a vida e entender por que quem ia até lá nunca voltava.

Na maré baixa é possível chegar até ela pelo final da Praia do Meio, mas é preciso muita atenção com o horário, pois as águas sobem bem depressa e pode pegar os caminhantes desprevenidos. A alternativa mais cuidadosa é ir pela trilha que contorna as pedras, que leva cerca de 20 minutos, sem grandes dificuldades. Ou, com um pouquinho de dinheiro e preguiça, pode-se fazer o percurso de barco, a partir da Praia do Meio ou da Praia dos Ranchos.

Mas a grande atração do Cachadaço é mesmo sua piscina natural, formada por uma área de mar cristalino e tranquilo, protegida por grandes pedras e cuja profundidade não costuma passar de um metro. Ali, além do banho em si, existe uma abundante vida marinha que convida ao mergulho, com uma grande variedade de peixes, crustáceos, corais e plantas.

Fuja dos feriados e escolha datas mais tranquilas, onde é possível ficar por ali e aproveitar melhor cada minuto, até esquecer da vida.

Para encerrar o passeio, curta as fontes de água doce que desembocam na praia. Elas relaxam o corpo depois do banho de mar. Aproveite para acalmar também os olhos com o azul e verde sem fim que se avista dali. E para desapertar a alma com o clima de paz e amor do local.

Antes de partir, é provável que alguém te relembre uma canção que está por ali em todos os cantos, e que ficará na sua cabeça para que você sempre volte. Diz a letra: “Não há nada que você possa conhecer que não seja conhecido / Nada que você possa ver que não esteja à mostra / Nenhum lugar onde possa estar que não seja onde você deveria / É fácil / Tudo que você precisa é amor”.

“There’s nothing you can know that isn’t known / Nothing you can see that isn’t shown / No where you can be that isn’t where you’re meant to be / It’s easy / Ally ou need is love” (John Lennon / Paul McCartney)

Pedro Schiavon é editor do Lugarzinho

 

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Endereço:

Praia do Cachadaço, Trindade

GPS:

-23.350767, -44.724011

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