Por Pedro Schiavon

A melhor maneira de se chegar ao Sangava é por mar. E aí, a menos que você tenha um barco próprio, caiaque ou jet ski, a boa é pegar a barquinha que sai da Ponta da Praia, em Santos, e leva à Praia do Góes, e dali fazer o resto do percurso por trilha.

A Praia do Sangava (“alagado” ou “empraiado”, em tupi-guarani) é minúscula e escondida. Com apenas 90 metros de águas calmas e bem claras, ela é cercada de pedras e vegetação alta, que dificultam o acesso e fazem com que ela fique deserta durante quase todo o ano.

 

Para quem chega até lá, além de uma praia tranquila e deliciosa, um dos prêmios é uma grande piscina natural, formada na maré cheia.

Para os mais aventureiros, o lugar é ótimo para o mergulho livre e para a pesca submarina. E aí os mais ousados descobrirão uma outra grande e perigosa atração: uma profunda caverna submersa, onde se escondem corais e algumas espécies de peixes que preferem a escuridão.

A dica para quem vai é sair cedo de Santos e passar o dia por lá, aproveitando também para curtir um pouco as prainhas vizinhas: a Cheira Limão – uma prainha linda de apenas 20 metros – e a Praia do Góes – que é habitada por uma colônia de pescadores e estará no caminho de ida e de volta para Santos.

A barquinha que vem de Santos deve ser pega na Ponte dos Práticos, na Ponta da Praia, e custa o mesmo que uma passagem de ônibus circular. Já é um bom começo de passeio, pois é segura e bem aberta, de modo que os passageiros podem até tocar as águas do mar durante o percurso, enquanto observam a cidade de Santos se afastando na paisagem e a Fortaleza da Barra se aproximando. A barca ainda para ao lado dela antes de chegar à Praia do Góes.

A trilha que vem do bairro de Santa Cruz dos Navegantes e a partir dali vai o Sangava é bastante puxada, durando de 1 hora a 1 hora e meia. Ela tem uma subida bem acentuada em direção ao Morro dos Limões, sendo necessário força extra nas pernas e nos pulmões. Esse esforço é plenamente recompensado não apenas com a chegada à praia, como no próprio caminho, com a beleza da paisagem.

É recomendável, no entanto, usar repelente contra insetos, pois os borrachudos não costumam ser muito hospitaleiros. Nas praias, não há muitos mosquitos, mas na trilha convém se proteger.

Depois de curtir o dia no Sangava, o ideal é parar na Praia do Góes para relaxar e descansar antes de pegar a barquinha de volta. Mais estruturada, a praia é um convite ao descando, com apenas 250 metros de extensão e sua paisagem voltada para Santos, que se vê bem de longe.

Aí a ideia é descolar uma mesinha num dos botecos de pescadores – Bar do Jair, Bar da Praia, Bar do Meio e Bar do Góes – e se deliciar com coisinhas à base de peixes e frutos do mar, como caranguejos, moquecas, camarões fritos ou lulas empanadas. Tudo acompanhado de sucos ou cervejas bem geladas e alternados com alguns últimos banhos de mar antes de voltar para casa no final do dia.

 

Pedro Schiavon é editor do Lugarzinho

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Endereço:

Praia do Sangava, Guarujá

GPS:

-24.001578, -46.320237

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