Por Pedro Schiavon

Yang é um artista. Um artista como os melhores dos circos que vemos por aí, que misturam talentos de malabarismo com ilusionismo para encantar seu público. A diferença é que ele usa seu talento diariamente com um objetivo bem específico: fazer macarrão.

Yang é chef de cozinha no Rong He, clássico restaurante chinês na liberdade. Tímido e desconfiado, ele prepara manualmente o macarrão em frente a uma vitrine onde o público incrédulo assiste ao seu show.

Ele não usa qualquer aparelho para nada. Somente com as mãos, mistura os ingredientes e embala num ritmo maluco onde gira a massa, amassa, enrola, estica, torce, enrola, puxa novamente e vai transformando o bolo em um monte de longos fios separados, finos e com mais de um metro de comprimento, que vão direto para a panela.

A plateia adora o espetáculo e pode-se afirmar que ele é responsável direto pela fama da casa. Porém, as constantes filas que rapidamente se formam à porta do Rong He aos finais de semana tem uma razão bem mais direta: comida boa, farta e com bons preços.

O restaurante tem uma infinidade de pratos. São mais de 10 diferentes entradas, mais de 30 pratos com carnes, mais de 30 vegetarianos e quase 50 massas, além de pratos feitos no vapor, sopas, doces e diversas opções com frutos do mar, tudo preparado manualmente e com muita rapidez.

A ideia é ir em bando e na matriz, na Liberdade. Como os pratos são grandes, quanto mais gente, melhor. Só assim você pode pedir vários pratos diferentes, repartindo com todos e comendo um pouquinho de cada um.

As estrelas do cardápio são mesmo as massas, lideradas pelo tradicional yakisoba e pelo disputado macarrão apimentado com frutos do mar, preparado com camarão, lula seca, mariscos e carne suína. Elas chegam à mesa em uma grande tigela com um pegador e uma tesoura própria, já que os fios chegam a ter um metro e meio de comprimento.

Muitos pratos já são bem conhecidos dos brasileiros, como o frango xafrez, a carne de porco agridoce, o arroz shop-suey, as guiozas e os rolinhos primavera com diferentes recheios, servidos até mesmo nos deliverys de comida chinesa que encontramos por aí.

Mas se o espírito for mais aventureiro, vale conhecer pratos que você não encontrará por aí, como o brócolis chinês refogado no molho de ostra, o macarrão com bucho, tentão bovino e carne, o macarrão frio com pasta de gergelim, cenoura e pepino, o yakibufim com carne e curry, a pizza de nira com camarão e gengibre ou ainda sobremesas como a abóbora recheada com doce de feijão.

E vale a pena acompanhar tudo isso com a Tsingtao, uma cerveja chinesa bem suave e frutada, feita com água, arroz, malte e lúpulo.

Os chineses acreditam que, além do conceito do yin e yang, as pessoas estejam constantemente cercadas por 5 campos de energia: fogo, madeira, terra, metal e água. Esses elementos devem estar em equilíbrio e, para isso, são representados na culinária pelos 5 sabores: amargo, azedo, picante, doce e salgado.

Acreditam ainda que, para melhorar a saúde ou o espírito, as pessoas só precisam do alimento certo e, para isso, basta levar em consideração a cor, o aroma, o sabor e a sua própria intuição. Quem quer tentar?

 

Pedro Schiavon é editor do Lugarzinho

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