Por Pedro Schiavon

Tian significa céu, paraíso, deus ou deuses… Nome mais que adequado para qualquer lugar que sirva a sempre deliciosa comida tailandesa. Mas ali há algo mais.

A casa – que tem os ares modernosos do Itaim, mas com padrões de preços um pouco mais humanos que os praticados na região – prega o conceito de “compartilhar o momento”, baseado no hábito asiático de servir pratos pequenos, para serem divididos.

Isso gera uma oportunidade incomum nos restaurantes paulistanos: a de provar diversos pratos em uma única refeição. Eles são propositalmente pequenos e trazidos fora dos pratos. Assim, quem vai sozinho acaba tendo de experimentar pelo menos dois, e cada casal divide uns quatro ou cinco pratos diferentes.

A cozinha, que fica visível por trás de vidros vermelhos, é comandada pela tailandesa Marina Pipatpan e pelo catarinense Fernando Souza. Os dois fazem misturas mágicas a partir de receitas do Japão, da China, das Filipinas, da Coreia, do Vietnã e, claro, da Tailândia. São interpretações quase sempre bem leves e com aromas marcantes da quase incondicional mistura entre doces, salgados, amargos, azedos e picantes.

O cardápio fala por si. Não pule as entradinhas, onde há coisas como o Poke de Salmão, acompanhado por arroz de sushi crocante, abacate, nori e chipotle, ou o Polvo cozido em baixa temperatura, grelhado e servido com molho de gengibre, açúcar mascavo e shoyu.

Daí passe para as saladas, como a de Camarões e Manga, que, além de ambos, leva alface, tomate cereja, cebola roxa, brotos de feijão, nabo e vinagrete ao estilo vietnamita; ou para caldos como o Tom Kha, uma sopa clássica tailandesa com frango, folhas de limão kaffir, shimeji, suco de limão, leite de coco, gengibre e capim-limão.

E então chaga-se aos pratos. Entre diversas opções interessantes, vale escolher os mais típicos, como o Lula & Pato, uma ótima mistura de arroz com lula, pato crocante, manjericão e cenoura; o Curry de Pato, no qual a ave é acompanhada de curry vermelho com leite de coco, lichia e manjericão; ou ainda o Stinco de Cordeiro & Curry, onde o cordeiro é cozido por mais de nove horas em curry Masaman com leite de coco, cebola e batata.

E já que a ideia é o “quanto mais exótico, melhor”, não deixe de provar sobremesas como o Thai Jewels, uma sopa bem típica, gelada, de coco com sagu, mix de frutas, agar-agar, redução de groselha e granita de água de coco, ou o que eles chamam de Trio Creme Bruleé, que traz três versões para degustar capim-limão, gengibre e chá Tailandês.

Esnobe? Nada disso. O princípio da cozinha tailandesa e de todo o sudeste asiático é a simplicidade e os pratos fáceis de preparar.

Isso não significa usar poucos ingredientes. Pelo contrário. O hábito é usar ingredientes leves, especiarias e temperos para misturar doces, amargos, azedos, salgados e apimentados. E sempre que possível, tudo de uma vez só.

Portanto, aproveite para abusar de frutos do mar, saladas, frutas exóticas ou secas, diferentes das habituais, e molhos, muitos molhos.

Dizem que para quem quiser experimentar a culinária tailandesa sem ir a um restaurante típico, basta juntar tudo que houver de doce, salgado, amargo, azedo e apimentado na geladeira em um único prato e misturar.

Só não se esqueça de contratar um cozinheiro tailandês. Só ele conseguirá transformar seu grude incomível em algo inacreditavelmente saboroso.

 

Pedro Schiavon é editor do Lugarzinho

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