Por Pedro Schiavon

Fui atraído pelo nome – ou pela troca dele. Passei ali em frente durante anos e os dois bares da esquina da Caraíbas com a Desembargador do Vale me chamavam a atenção, mas nunca parei. Até que o “Rabo de Galo” deixou de existir e surgiu, em seu lugar, o “Velho Rabo”.

Resolvi conhecer. Da calçada eu ouvi – “Sai um rabo!” – e logo depois – “Sai um rabo escuro!”

Você entraria? Eu entrei. Entrei e mal sentei o rabo na cadeira já chegou um rabo, isto é, um chopp claro, trazido e devidamente esclarecido pelo Giba, o garçom que não apenas coleciona pins o bottons, como ostenta alegoricamente boa parte da coleção sobre o uniforme.

Aí descobri que alguns malucos registraram o nome lá no Ceará e a casa vinha tendo problemas com isso. Então, para mudar sem mudar muito, virou Velho Rabo.

Descobri também que os dois bares da esquina – este e o Botequim – são dos mesmos donos, o Daniel Mantovani, seu pai Ercílio e seu irmão Maurício, que são donos também do Boteco São Paulo, na avenida Pompéia, a menos de um quilômetro dali.

E descobri, ainda, que o cardápio é espetacular e presta homenagem (oportuna, mas creditada) a diversos bares da cidade. Assim, você pode pedir ali a “Alheira do Bar do Elídio”, o “Escondidinho do Lapinha”, as “Lascas de pernil do Bar do Justo”, os “Canapés do Bar Léo” ou o “Sanduba de mortadela do Bar do Mané”.

Há também criativas adaptações elaboradas pela casa, como o “Escondidão do Rabo” (no bom sentido), um enorme escondidinho que, além dos habituais carne seca, queijo e purê de mandioca, leva abóbora; o “Estadinho do Rabo” (tudo bem…), uma adaptação do lanche de pernil do Estadão servido como petisco; o “Rabo Quente”(!!!…), uns belos bolinhos de carne apimentados e o Caldinho (esse não leva o sufixo “do rabo”, graças a Deus), que é servido acompanhado de um “gorózinho”.

Uma sacada interessante do bar é servir a picanha ainda crua (opção) para cada um deixar no rechaud o tempo que achar melhor – o que é uma crueldade com as mesas vizinhas, atingidas pelo provocador aroma da carne. E a porção é pra lá de generosa…

E não dá pra deixar de falar das rabudinhas. Ah… as rabudinhas!… Elas são um tipo de bruschetas caprichadíssimas, com diversas coberturas diferentes, todas muito tentadoras. Bruschetas, rabudinhas, enfim…

E se você quiser homenagear a casa, peça o mais tradicional dos coquetéis, formado pela simples mistura de pinga com vermute e aprenda: a palavra coquetel vem do inglês “cocktail”, que significa…rabo de galo.

 

Pedro Schiavon é editor do Lugarzinho

 

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