O MAPA DA MÚSICA AUTORAL DE SP
Existe um som que pulsa longe do algoritmo. Ele está espalhado por palcos pequenos, luzes improvisadas e plateias curiosas. E agora também está devidamente catalogado no Mapa da Música Autoral de São Paulo.
A ideia é do jornalista Alexandre Bazzan, criador da The Music Newsletter – aquela que muita gente já abre antes mesmo do café esfriar – e que gentilmente nos concedeu essa entrevista que você assiste AQUI ou no final dessa matéria.
Inconformado com a lógica repetitiva das playlists e com a dificuldade que novos artistas enfrentam para encontrar espaço, Bazzan decidiu fazer algo simples e revolucionário ao mesmo tempo: mapear os lugares da cidade que realmente apostam em música autoral.
Sim, estamos falando daquela música que não toca na rádio o dia inteiro, que não vem com coreografia pronta para o TikTok. Aquela que exige mais do que dois minutos de atenção – e talvez justamente por isso seja tão necessária.

Importante dizer que não é um “vale-tudo”. Nem toda casa entrou. Houve critérios. Estrutura mínima, qualidade de som, compromisso real com artistas. Porque até resistência cultural também precisa de organização.
Muitas dessas casas enfrentam dificuldades financeiras constantes. Afinal, o grande público – salvo exceções honrosas – ainda corre para os hits já conhecidos. Apostar em repertório próprio é quase um ato de fé e coragem.
O mapa surge, então, como uma ferramenta de valorização e também de sobrevivência.
E como música também é imagem, o mapa ganhou uma identidade visual divertida, moderna e cheia de personalidade pelas mãos de Isabella Pontes — que, além de ilustradora, é cantora de banda de rock e namorada do Alexandre. Ou seja: o projeto respira arte em todas as camadas. Não é só um guia. É quase um manifesto ilustrado.

Durante a pesquisa, surgiram descobertas deliciosas. Lugares que ninguém imaginava que mantinham programação autoral consistente. Casas pequenas com som impecável em bairros muito distantes. Bares que reservam noites fixas para artistas independentes. Espaços culturais escondidos em ruas que você já passou mil vezes e nunca reparou.
E o mais legal: o número de pontos no mapa não para de crescer. Pessoas seguem indicando novos espaços. Artistas sugerem palcos alternativos. Donos de casas entram em contato querendo fazer parte da próxima edição. O mapa está vivo — como deve ser qualquer cena cultural que se respeite.

Talvez o maior mérito do Mapa da Música Autoral seja nos cutucar. Tirar a gente da confortável “preguiça intelectual” de sempre ouvir o que já conhece. De sempre ir aos mesmos lugares. De achar que cultura é aquilo que o algoritmo entrega pronto.
Descobrir música nova exige disposição. Exige curiosidade. Às vezes exige paciência. Mas também entrega algo que hit nenhum consegue: a sensação de estar presenciando o começo de uma história.
São Paulo é imensa. A produção autoral é imensa. E ela precisa de plateia. Então, fica o desafio do Lugarzinho: que tal escolher um desses endereços (a lista completa estará aqui embaixo, logo depois do video) e sair para ouvir algo que você nunca ouviu antes?
Pode ser que você não ame tudo. Pode ser que você descubra sua nova banda favorita. Pode ser que você volte para casa com aquela boa sensação de ter participado de algo que ainda não virou moda. E, convenhamos, isso vale mais do que qualquer refrão chiclete.
VEJA A ENTREVISTA COM ALEXANDRE BAZZAN – E LOGO ABAIXO A LISTA DE TODAS AS CASAS DO MAPA.
E segue a lista das casas que você pode encontrar no mapa:
Fervo
Espaço que mistura pista quente, shows autorais e clima de festa entre amigos. Costuma abrir espaço para artistas independentes, DJs alternativos e eventos colaborativos. A proposta é simples: música boa, diversidade e liberdade estética. Um dos pontos de encontro da nova cena underground paulistana. Além das festas regulares, já foi palco de after shows secretos de artistas que tocaram em festivais maiores na cidade e passaram ali para sets-surpresa madrugada adentro — o nome virou quase um manifesto: mais que pista, um estado de espírito.
Rua Carijós, 248 – Água Branca
Estúdio Páprica
Estúdio e espaço cultural focado em gravações, ensaios e shows intimistas. A casa valoriza projetos autorais e pequenas produções independentes, funcionando como laboratório criativo para bandas em início de carreira. Ambiente acolhedor e artístico. O nome remete à especiaria — a ideia é “temperar” a cena independente — e muitos grupos já gravaram ali seus primeiros EPs ao vivo, aproveitando a acústica crua do espaço.
Rua Clélia, 911 – Lapa
Laje
Com proposta de ocupação cultural urbana, a Laje mistura música, artes visuais e festas alternativas. É conhecida pelo clima descontraído e pelo incentivo a coletivos criativos, onde experimentação e diversidade caminham juntas. Já sediou exposições-relâmpago de uma única noite, com projeções mapeadas na própria arquitetura e sets experimentais que reforçam seu caráter híbrido.
Rua João Ramalho, 1494 – Perdizes
Garagem Beleza
Como o nome sugere, tem espírito DIY e atmosfera de garagem mesmo. Recebe shows de rock, punk e indie autoral, com público fiel à cena underground. Pequena no tamanho, intensa na energia: o palco baixo e colado na plateia faz com que muitos shows terminem com músicos tocando no meio da roda — e vendendo seu próprio merch ali, olho no olho.
Av. Prof. Alfonso Bovero, 725 – Perdizes
Fffront
Voltado a experimentações sonoras, eletrônica alternativa e performances artísticas, o espaço abriga festas conceituais e eventos híbridos. Público diverso, interessado em novas linguagens culturais. O nome faz referência à ideia de estar na “linha de frente” da criação — e algumas festas pedem até dress code conceitual, transformando a pista em performance coletiva.
R. Purpurina, 199 – Vila Madalena
Bar Alto
Tradicional na cena alternativa, mistura pista, shows e discotecagem. Foi um dos redutos mais importantes da explosão indie dos anos 2000 em São Paulo, com noites históricas que atravessaram a manhã. Muitas bandas que depois chegaram a festivais como o Lollapalooza Brasil passaram primeiro pelo seu palco informal e democrático.
R. Aspicuelta, 194 – Vila Madalena
A Porta Maldita
Espaço cultural independente com forte apelo underground. Recebe shows autorais, intervenções e festas alternativas, sempre com espírito libertário e comunitário. O nome nasceu de forma irônica, inspirado nas “portas malditas” boêmias do centro paulistano — aquelas que só os iniciados sabem onde ficam.
R. Luis Murat, 400 – Pinheiros
Casa Rockambole
Importante palco da música autoral, já recebeu artistas que hoje ocupam grandes festivais. Ambiente intimista e programação voltada à nova música brasileira. O nome mistura “rock” com o doce brasileiro, simbolizando camadas musicais — e muitos nomes da nova MPB passaram ali antes de ganhar projeção maior.
R. Belmiro Braga, 119 – Pinheiros
Picles
Casa multifuncional que combina restaurante, bar e espaço de shows. Abriga desde apresentações acústicas até festas alternativas, sendo um dos queridinhos da cena indie. Ficou conhecido por misturar jantar e pista na mesma noite — e alguns drinks levam nomes inspirados em bandas alternativas.
R. Cardeal Arcoverde, 1838 – Pinheiros
Cafundó
Espaço de resistência cultural com foco em música autoral e arte independente. Programação diversa, incluindo shows, saraus e festas, sempre em diálogo com coletivos artísticos. O nome reforça a ideia de estar “no fundão” cultural — e o local já sediou mini-festivais organizados por selos alternativos paulistanos.
R. Teodoro Sampaio, 2785 – Pinheiros
Estúdio Aurora
Une estúdio musical e palco para apresentações intimistas, valorizando a produção independente. Atmosfera criativa e colaborativa. Apesar do nome, não fica na Rua Aurora: está em Pinheiros e já promoveu gravações abertas ao público, misturando show e sessão de estúdio numa experiência híbrida.
R. João Moura, 503 – Pinheiros
Mamãe
Espaço cultural alternativo que recebe shows pequenos e eventos experimentais, com a proposta de acolher projetos autorais fora do mainstream. O clima é de proximidade real entre artista e público — quase de sala de casa. O nome contrasta com o underground: a ideia sempre foi ser um “colo” artístico para bandas e performers que estão começando.
R. Lopes Chaves, 391 – Barra Funda
Casa Elefante
Voltada à música alternativa, com forte presença de rock e indie, também abre espaço para festas e eventos culturais. Público jovem e conectado à cena autoral. O nome faz referência à memória — “elefante nunca esquece” — como símbolo de preservação da cena independente que muitas vezes fica fora do circuito comercial.
R. Conselheiro Brotero, 379 – Barra Funda
Fenda 315
Pequeno espaço underground que recebe shows intensos e intimistas, com forte presença de bandas independentes. Energia crua e proximidade com o público são marcas registradas. O número do endereço virou identidade: muita gente chama simplesmente de “A Fenda”, quase como um código interno da cena.
R. Dr. Cândido Espinheira, 315 – Perdizes
Porão da Cerveja
Bar com pegada rock’n’roll e espaço para apresentações ao vivo, combinando cerveja artesanal e música independente. O ambiente é descontraído e alternativo. O espaço começou literalmente como um porão dedicado a rótulos artesanais antes de incorporar os shows com frequência e virar reduto de guitarras altas.
R. Lopes de Oliveira, 610 – Barra Funda
Presidenta
Espaço cultural voltado à música autoral, festas independentes e coletivos artísticos. Proposta inclusiva e democrática, com ambiente urbano e contemporâneo. O nome é uma afirmação política e estética — e muitos line-ups priorizam artistas mulheres e LGBTQIAPN+, reforçando esse posicionamento.
R. Augusta, 335 – Consolação
Nia
Casa voltada à música alternativa e eventos culturais, com programação que mistura shows, DJs e encontros criativos. Público interessado em novidades sonoras. O nome curto ajuda na identidade visual minimalista — e a fachada virou ponto de foto para quem circula pela Bela Vista alternativa.
R. Conselheiro Ramalho, 161 – Bela Vista
Redoma
Espaço colaborativo que recebe eventos culturais, shows e festas alternativas, com foco em coletivos independentes e produção autoral. Ambiente acolhedor e experimental. A ideia do nome é criar uma “bolha” criativa temporária onde artistas possam testar ideias sem pressão comercial.
R. Treze de Maio, 825A – Bela Vista
Jai Club
Tradicional reduto da cena indie paulistana, recebe shows autorais e festas alternativas em clima intimista e engajado. Já foi palco de artistas que ganharam projeção nacional, consolidando a fama de “termômetro” da nova música independente na cidade.
R. Vergueiro, 2676 – Vila Mariana
Casa Lab
Espaço de experimentação cultural com foco em música, arte e tecnologia. Recebe eventos híbridos e projetos colaborativos, atraindo público interessado em inovação criativa. Alguns encontros misturam live coding com música eletrônica — programação de computador e pista de dança no mesmo ambiente.
R. Loefgreen, 930 – Vila Clementino
Veganaa 5500
Espaço alternativo que une gastronomia vegana e programação cultural, recebendo shows pequenos e encontros artísticos. Ambiente inclusivo e engajado. Já promoveu eventos que misturam ativismo animal e música autoral, reforçando seu posicionamento ideológico.
Av. Dr. Assis Ribeiro, 8012 – Ermelino Matarazzo
Charada
Bar alternativo com espaço para shows e festas independentes, com programação que transita entre rock, pop alternativo e DJs. Público jovem e fiel. O nome sugere mistério — e algumas festas são divulgadas poucas horas antes, quase como senha para iniciados.
R. José Antonio Fontes, 62 – Vila Tolstoi
74 Club
Casa noturna com foco em música alternativa e eletrônica, recebendo festas temáticas e artistas independentes. Ambiente urbano e moderno. É conhecida por noites dedicadas a décadas específicas da música alternativa, com pistas que funcionam como viagem sonora no tempo.
R. Itobi, 325 – Vila Alpina
Black Bird
Bar voltado ao rock e ao blues, com apresentações ao vivo frequentes e público apaixonado por guitarras e clássicos alternativos. Atmosfera intimista. O nome é referência direta à canção “Blackbird”, dos The Beatles, reforçando a ligação com o rock clássico.
R. Carijós, 131 – Vila Alzira – Santo André
Porta
Espaço cultural independente voltado a shows autorais e eventos colaborativos. Clima intimista e foco em novas bandas. A proposta é ser literalmente uma “porta de entrada” para artistas que estão fazendo seu primeiro show autoral.
R. Horácio Lane, 95 – Pinheiros
Cardeal Pub
Bar com pegada rock e programação frequente de bandas ao vivo, combinando cerveja artesanal e shows autorais. Público fiel ao som independente. O nome dialoga tanto com a Rua Cardeal Arcoverde quanto com a ave cardeal, símbolo de presença forte e sonora.
R. Cardeal Arcoverde, 1899 – Pinheiros
La Iglesia
Espaço alternativo que mistura música, festas e cultura underground. Programação voltada a coletivos e artistas independentes, com clima irreverente e experimental. Algumas festas são chamadas de “missas”, numa brincadeira com a ideia de pista como ritual coletivo.
R. João Moura, 515, galpão 6 – Pinheiros
Associação Cultural Cecília
Espaço cultural autogestionado voltado à música autoral, debates e eventos artísticos. Forte ligação com movimentos independentes e ambiente político-cultural colaborativo. O nome homenageia o livro A Colônia Cecília, que narra uma experiência anarquista no Paraná — referência direta ao espírito autônomo da casa.
R. Vitorino Camilo, 449 – Santa Cecília
Secilians
Casa voltada à música alternativa e festas independentes, recebendo artistas emergentes e DJs. Público jovem e diverso. O nome faz referência ao bairro Santa Cecília e também à Santa Cecília, padroeira dos músicos.
Rua Frederico Abranches, 405 – Santa Cecília
Bolor
Espaço underground de forte identidade alternativa, com shows autorais, festas e eventos experimentais. Clima despretensioso e autêntico. O nome provoca: sugere algo que cresce fora do padrão — metáfora perfeita para a cena independente.
Rua Frederico Abranches, 116 – Santa Cecília
Estúdio Lâmina
Estúdio e espaço para shows pequenos voltado à cena independente, com ambiente intimista e foco em produção autoral. Funciona como laboratório musical urbano. Localizado em prédio tombado que já foi cenário de vários filmes, curtas, videoclipes e eventos pela sua versatilidade, tamanho e localização no centro histórico de São Paulo.
Av. São João, 108 – conj. 41 – Centro
Red Star
Casa alternativa com programação de rock, indie e música autoral. Recebe bandas emergentes e festas temáticas, com público conectado à cena underground de Pinheiros. O nome remete à simbologia contracultural e política que historicamente atravessa o rock alternativo, reforçando o espírito contestador da casa.
R. Teodoro Sampaio, 512 – Pinheiros
Burning House
Espaço de festas e shows alternativos, com foco em música independente e programação diversa. Clima energético e frequentado por público jovem. Algumas noites exploram estética pós-punk e industrial, reforçando o nome dramático que evoca intensidade e catarse coletiva na pista.
Av. Santa Marina, 247 – Água Branca
Algo Hits
Casa voltada à nova música brasileira e festas indie, recebendo artistas autorais e DJs alternativos. Ambiente urbano e contemporâneo. O nome funciona quase como ironia: o foco está justamente em quem ainda não tem “hits”, mas pode estar prestes a criar o próximo.
R. Patizal, 38 – Vila Madalena
Casa Slamb
Espaço cultural que une música, poesia e slam, com foco em expressões artísticas periféricas e autorais. Ambiente de resistência e valorização da palavra. As batalhas de slam dividem a programação com shows, criando pontes entre literatura marginal e cena musical independente.
R. Mateus Grou, 106 – Pinheiros
Rock Together
Casa dedicada ao rock independente e bandas autorais, com shows frequentes e eventos temáticos. Clima de celebração do som ao vivo e espírito coletivo. O nome reforça essa ideia: muitas noites reúnem duas ou três bandas no mesmo line-up, incentivando colaboração entre artistas.
R. Dr. Zuquim, 926 – Santana
Casa 300 Noise
Espaço alternativo voltado a shows experimentais e autorais, com programação de nicho e público fiel. Ambiente assumidamente underground. O “300” virou parte da identidade visual da casa, estampado em camisetas e artes gráficas que circulam pela própria cena.
Av. Nova Cantareira, 527 – Tucuruvi
Depois do Fim do Mundo
Espaço cultural de nome provocativo e proposta artística alternativa. Recebe shows autorais e eventos experimentais, com clima criativo e libertário. O título inspira festas temáticas de estética pós-apocalíptica, transformando a ideia de “fim” em recomeço cultural.
R. Guaicurus, 1258 – Água Branca
Links 207
Casa alternativa de Santo André que recebe shows independentes e festas, com ambiente urbano e intimista. Foco em artistas emergentes da região do ABC. O número no nome reforça o endereço e a ideia de conexão — criando “links” entre bandas locais e novos públicos.
R. do Bosque, 207 – Bela Vista – Santo André
Estúdio Mitra
Estúdio e espaço para apresentações pequenas, voltado à produção independente e ensaios. Ambiente criativo e colaborativo. O nome faz referência a Mitra, divindade associada à luz, simbolizando o nascimento e a revelação de novos projetos musicais.
R. Dr. Augusto de Miranda, 83 – Pompeia
Entr3posto
Espaço cultural híbrido que mistura música, arte e eventos colaborativos. Recebe artistas autorais e coletivos, com proposta urbana e experimental. O “3” no nome marca a ideia de terceira via cultural: nem mainstream, nem totalmente marginal — um entreposto criativo entre cenas.
R. Barra Funda – Barra Funda
Mocergo
Espaço underground com programação alternativa e autoral, clima intimista e público fiel. Voltado à cena independente do ABC. O nome, sonoro e fora do óbvio, reforça essa estética alternativa e funciona quase como código interno da comunidade que frequenta a casa.
R. Siqueira Campos, 1039 – Vila Assunção – Santo André
Casa Clandestina
Espaço independente com espírito DIY e foco em música autoral. Recebe shows pequenos, festas e encontros culturais, representando a resistência da cena alternativa fora do eixo mais central. Já promoveu eventos divulgados apenas por listas fechadas e boca a boca, reforçando o caráter secreto que o nome sugere.
R. Eliza Coghetto, 493 – Jardim Pilar – Mauá
E o Mapa não para – nem vai parar – de crescer. Bazzan acaba de lançar o Mapa de Aracaju e já tem bem encaminhados os de Goiânia e do Rio de Janeiro. A novidade é uma plataforma que deixa a busca mais simples e ampla. O endereço será no live.art.br (@liveartbr) e ele já criou dois formulários do Google para quem quiser se cadastrar:






