ARTE PARA QUÊ? Ep.06 – FELIPE SIMMONS MENDES
Há algo de poderoso quando uma criança descobre o som de uma guitarra distorcida pela primeira vez. Não apenas o impacto do volume ou o brilho das luzes, mas a sensação de que existe um universo inteiro pulsando atrás daquele palco.
Para muitas delas, esse encontro acontece pelas mãos de Felipe Simmons Mendes, criador do projeto Rock For Kids — uma iniciativa que transforma clássicos do rock em experiências lúdicas, afetivas e cheias de energia para o público infantil.

Conhecido há anos por “encarnar” o baixista Gene Simmons, do Kiss, Felipe – que nos concedeu a deliciosa entrevista que você confere AQUI ou no final dessa matéria – construiu uma trajetória marcada pela paixão pela música, pela literatura e pelo imaginário fantástico.
Além de músico, ele também é escritor de livros de suspense – como os eletrizantes Linha 4 Amarela e Linha 3 Vermelha – e contos premiados, como o belo “Spread Your Wings” – sem falar no apavorante “O Lado Sombrio do Sítio” uma tenebrosa antologia envolvendo os personagens do Sítio do Picapau Amarelo, com narrativas que sempre transitam entre fantasia, emoção e mistério.

Na série “Arte Pra Quê?”, do Lugarzinho, Felipe fala sobre a criação do Rock For Kids e sobre como a música pode funcionar como porta de entrada para a sensibilidade, a criatividade e a descoberta do mundo.
Em um tempo acelerado, cercado por telas e estímulos instantâneos, o projeto aposta justamente na experiência coletiva: crianças cantando juntas, vendo instrumentos de perto, percebendo ritmos, melodias e histórias contadas através das canções.

Durante a conversa, Felipe também reflete sobre a importância de apresentar arte às crianças desde cedo — não como obrigação ou conteúdo didático, mas como experiência viva. Para ele, música, literatura e imaginação ajudam a formar repertório emocional, senso crítico e até vínculos humanos mais profundos.
E talvez seja justamente por isso que projetos como esse provoquem algo raro: a sensação de descoberta, como se cada show pudesse ser o começo de uma paixão artística que acompanhará alguém pela vida inteira.
Longa vida ao rock and roll!






