DESCOBRINDO SOUSAS E JOAQUIM EGÍDIO
Campinas é uma cidade grande, pulsante e moderna. Mas além das grandes avenidas, estradas, aeroporto, empresas e a agitação da vida moderna, abriga dois distritos onde o tempo parece ter parado: Sousas e Joaquim Egídio.
É sobre eles que conversamos com o Sr. FERNANDO VERNIER, diretor executivo da Campinas e Região Convention & Visitors Bureau, em uma deliciosa entrevista que você assiste AQUI e no final dessa matéria.

Encravados em uma das maiores áreas de proteção ambiental do município, eles combinam história, vida rural, natureza preservada com trilhas ecológicas, cultura viva e uma gastronomia difícil de explicar, que mistura influências de todo lado a características extremamente locais.
Mais do que destinos turísticos, são lugares de encontro — entre o campo e a cidade, entre o passado e o presente.

A história de Sousas e Joaquim Egídio está intimamente ligada ao ciclo do café, às antigas fazendas e às rotas que conectavam Campinas ao interior paulista no século XIX. Sousas surgiu como um pequeno núcleo rural às margens do Rio Atibaia, enquanto Joaquim Egídio carrega no nome a herança de grandes proprietários rurais e mantém, até hoje, a atmosfera de vila interiorana, com ruas tranquilas, casarios antigos e forte identidade comunitária.
Esse passado é visível nas igrejas históricas, nas antigas sedes de fazenda, nas praças centrais e na maneira como o tempo parece correr mais devagar. E isso mexe até com os turistas, que adoram sentar para prosear e bebericar em suas calçadas.
O lado rural é, talvez, o elemento mais marcante desses distritos. Ainda hoje, é comum encontrar sítios, chácaras, pequenas propriedades agrícolas, criações de animais, hortas e produtores artesanais. Muitos deles abriram suas portas ao turismo, oferecendo experiências que conectam o visitante à vida no campo.

Foi inclusive com esse espírito que a Campinas e Região Convention & Visitors Bureau criou o circuito Descobrindo Sousas e Joaquim Egídio, uma pequena sugestão de passeios rurais que proporcionam vivências agrícolas, contato com animais e uma agradável conversa direta com quem produz uma série de delícias locais.
Os destaques desse roteiro são:
Amarus Salumeria – Charcuteria artesanal especializada na produção de copas, salames, guanciales e outros produtos típicos da salumeria. A Amarus segue receitas tradicionais italianas com uma seleção minuciosa de carnes e temperos que garantem um sabor autêntico, sem o uso de corantes ou realçadores de sabor.
Cabanha Campestre 53 – Local que oferece a vivência de um dia na fazenda de criação de ovelhas, manejo em piquetes abertos e ovril, ordenha e queijaria, com oficinas, palestras, cursos e momentos de degustação gastronômica, além de peças de artesanato a partir da lã de ovelha usando técnicas milenares de feltragem e tingimento natural com sementes, cascas, folhas, flores e frutas da região.
Café Artesanal Flor da Lua – Uma charmosa microtorrefação especializada no processamento de cafés orgânicos especiais de sua própria lavoura. O Sítio Agroflorestal Flor da Lua é dedicado à promoção e geração participativa de conhecimento, fomento à cultura local e práticas ambientalmente sustentáveis.

Imaterial Artesanato Brasileiro – É um espaço dedicado à arte popular e ao artesanato tradicional brasileiro, com uma curadoria diferenciada, trazendo um olhar contemporâneo sobre peças que representam nossas raízes. A Imaterial nasceu com o propósito é ir além de ser apenas uma ponte, reconhecendo o talento e dedicação dos artesãos, valorizando o seu trabalho e garantindo um preço justo a clientes e criadores – sem atravessadores.
Toca da Mangava – É a cervejaria artesanal em funcionamento a mais tempo no mesmo lugar na cidade, tendo iniciado suas atividades em agosto de 2013. O espaço abre ao público nos finais-de-semana com 6 torneiras de diferentes estilos de cervejas produzidas no local, além das sazonais e de petiscos muito especiais.
Ateliê de Gastronomia do Chef Daniel Valay – O chef francês Daniel Valay tem mais de 40 anos de experiência em alta gastronomia, e abre seu espaço (bem próximo ao rio Atibaia, em Sousas, para aulas de culinária e panificação. Uma oportunidade de participar de um requintadíssimo jantar participando de todas as suas etapas – da ajuda na produção na cozinha ao prazer da refeição.

A gastronomia dos dois distritos, por sinal, é um reflexo direto dessa ruralidade. Os muitos restaurantes e cafés valorizam ingredientes frescos, receitas tradicionais, comida de fazenda e releituras contemporâneas da culinária caipira. Fogão a lenha, massas artesanais, carnes, pães, doces caseiros, queijos e produtos locais sempre fazem parte dos cardápios.
Muitos desses locais já foram temas de matérias próprias aqui no Lugarzinho, como o Bar do Marcelino, o Estação Marupiara, o Bar da Cachoeira e a BEG Gin.
Mas mais do que comer bem, a experiência gastronômica em Sousas e Joaquim Egídio envolve sentar-se à mesa (ou em caixotes, se for o caso) sem pressa, muitas vezes cercado por verde, com vista para o campo ou ao som do rio. A comida ali conta histórias. E boas histórias.

Visitar esses distritos é praticar um turismo mais atento e sensível: respeitar o ritmo local, valorizar os produtores, cuidar da natureza e entender que o maior atrativo está justamente na simplicidade.
Entre trilhas, histórias, sabores, paisagens e encontros, esses distritos revelam um outro lado de Campinas — rural, cultural, verde e profundamente humano. Um destino para quem busca experiências reais, longe do óbvio, mas perto da essência.
Sousas e Joaquim Egídio não são apenas lugares para visitar. São lugares para sentir.
VEJA A ENTREVISTA COMPLETA com o SR. FERNANDO VERNIER, diretor executivo da Campinas e Região Convention & Visitors Bureau:






